Bodas de sangue

O espetáculo Bodas de Sangue compõe o terceiro e último movimento da Cia. de teatro Sala 3 de levar ao palco a trilogia rural do autor espanhol Federico Garcia Lorca, composta pelas obras: “Yerma”, “Bodas de Sangue” e “A Casa de Bernarda Alba”. 

Fechando a trilogia, Bodas de Sangue, considerada a obra mais poética de Lorca, é composta por três atos e sete quadros. A peça traz a saga de dois homens que amavam a mesma mulher, fato que remete a um acontecimento real, quando o poeta leu, em um jornal da província, uma notícia sobre uma festa de casamento banhada por sangue. O fato ficou na memória de Lorca, que, em 1932, transformou esta história em poesia dramática, de forma a dilatar o universo dos personagens e recriar suas relações conflituosas. 

A concepção do espetáculo parte da ideia de tecer a força do desejo com uma linha que perpassa o real e o imaginário. No teatro lorquiano, música, cenografia, coreografia, se entrelaçam em síntese perfeita. Lorca era dotado de muitos atributos artísticos e, por esse motivo, desenhava e criava seus próprios cenários e figurinos. Seu teatro proporcionava uma visão cênica, plástica, musical e rítmica, bem diferente da rígida desnudez do teatro espanhol dos anos 20. 

Bodas de Sangue da Cia de Teatro Sala 3 é um verdadeiro tributo à música espanhola, uma das maiores paixões do escritor Federico Garcia Lorca. O espetáculo surge com uma encenação construída ao redor de uma linguagem sonora e visual, para designar uma tênue relação de sofrimento e desilusão, onde se apresenta a extrema secura. Esta está relacionada à aridez do meio social em que vivem as personagens da obra, encarceradas pelo ambiente opressor, que tenta conter seus instintos e desejos latentes de liberdade e amor. Tudo isso ambientado pelos tons terrosos da cenografia de Adriana Rufino e dos figurinos de Dieferson Gomes. 

Com uma encenação ousada, sofisticada e visualmente marcante, a montagem de Bodas de Sangue é um espetáculo poético, extremamente simbólico, que lança um breve olhar sobre a gama de signos, os quais são desvelados e se desdobram ao longo da trama. Trata-se de uma encenação que brinca com a tragédia, com o moderno e o clássico, com o amor e a morte, num jogo completamente subjetivo, onde aparecem referências míticas que imprimem incógnitas na forma de um mundo ilusório e sugestivo. Dessa forma o grupo presta uma homenagem ao escritor espanhol Federico Garcia Lorca pela originalidade de sua obra, que expõe a violência nas suas mais diversas formas, das mais variadas naturezas, em constantes situações.

Espetáculo – 2018

Gênero: Drama

Duração: 75 min

SINOPSE:

Inspirada em fatos reais, Bodas de Sangue, de Federico Garcia Lorca (1898 – 1936), é uma peça que fala sobre a vida, a morte, a paixão e o encontro entre os dois rivais que desejam a mesma mulher. O triângulo amoroso, que se inicia com a paixão proibida entre dois jovens, levará à fuga da noiva no dia do seu casamento e a consequentes perseguições no deserto espanhol. Escrita em 1932, Bodas de Sangue é pertencente à trilogia rural formada ainda pelas obras “Yerma” e “A Casa de Bernarda Alba”.

Ficha Técnica

Texto: Federico Garcia Lorca
Tradução e adaptação: Altair de Sousa e Lívia Vergara
Direção artística: Altair de Sousa

Elenco:

Preparação de elenco: Rosi Martins

Preparação em canto: Sheila de Paiva

Iluminação:
Rodrigo Assis

Cenografia:
Adriana Rufino

Pesquisa de Trilha sonora:
Sergio de Paiva

Arranjos e direção musical:
Marcos Santos

Maquiagem: Franco Pimentel

Figurino:
Dieferson Gomes

Instalação de artistas plásticos:
Carlos Catini e Kessia Coutinho

Instrumentistas: Valdemar Alves, Marcos Santos, Pedro Emanuel

Adereços:
Gilmar Soares, Kessia Coutinho, Marcia Zenha, Adriana Rufino, Carlos Catini

Preparação em aéreo:
Gabriel Coelho

Programação Visual:
Paulinho Pessoa

Produção:
Alessandra Almeida

Assessoria de imprensa:
Esley Zambel

Fotografia:
Layza Vasconselos

Produção Executiva:
Marcelo Carneiro

Realização
: Cia. de Teatro Sala 3