No dorso instável de um tigre retrata de diferentes formas algumas das questões mais pulsantes do fazer artístico teatral. Ao longo de 23 anos, a Cia de Teatro Sala 3 construiu um repertório de espetáculos que a fez vivenciar sob diversos aspectos o fazer teatral, perpassando obstáculos e conquistas práticas e ideológicas. Nesse sentido, o espetáculo traz à tona uma série de inquietações que surgiram e, possivelmente, surgem em diversos grupos que se propõem a trabalhar com teatro. A relação entre criar arte e inovar nesse meio, os desejos, sentidos e rituais do artista, as diversas referências textuais e estéticas com as quais se deparam e o medo do palco são temáticas de um mesmo universo retratado no espetáculo por meio de cenas teatrais e performáticas que se ligam por esse elo de inquietações e desejos comuns ao artista da cena.
Mais do que mostrar uma ou outra experiência isolada e particular, a Cia. idealizou um espetáculo que extraísse de toda a sua história algumas temáticas intrínsecas ao universo do artista da cena. Nesse sentido, selecionou algumas referências como estímulo para criação, são elas: por que teatro? criar arte e inovar; o teatro e suas referências; desejos, sentidos e rituais, stage fright (medo do palco) e celebrar a arte.
A partir desses estímulos, o processo de criação do espetáculo se desdobrou em discussões e experimentações de possibilidades teatrais e performáticas que culminou no espetáculo No Dorso Instável de um Tigre. O nome do espetáculo é inspirado na crônica homônima de Fernanda Torres, onde ela com humor e maestria narra algumas inquietações artísticas do ser ator.
O espetáculo está dividido em partes (teatrais e performáticas) que se unem justamente pelas inquietações universais dos artistas. O elenco é formado por dez atores que se dividem entre cenas que, ora predomina a dança, ora predomina o teatro, ora prevalece a performatividade e as visualidades. É possível ainda dizer que tanto a comédia, como a tragédia e o drama (enquanto gêneros teatrais) estão presentes em cena em momentos diferentes, trazendo ao espetáculo uma mescla de sensações e sentidos, e ainda ressaltando a ironia como um recurso de linguagem bastante explorado.
Pode-se afirmar que No Dorso Instável de um Tigre, apesar de se inserir muito no universo ideológico do artista, é também uma peça que trata de questões práticas do fazer teatral, das dificuldades e conquistas que todo ator, diretor, dramaturgo etc., um dia irá enfrentar para conseguir se expressar por meio da arte. E, exatamente por isso, o espetáculo é profundamente político e atual.
SINOPSE:
No dorso instável de um tigre retrata de diferentes formas algumas das questões mais pulsantes do fazer artístico teatral. Ao longo de 15 anos, a Cia de Teatro Sala 3 construiu um repertório de espetáculo que a fez vivenciar sob diversos aspectos o fazer teatral, perpassando obstáculos e conquistas práticas e ideológicas. Nesse sentido, o espetáculo traz à tona uma série de inquietações que surgiram e, possivelmente, surgem em diversos grupos que se propõem a trabalhar com teatro. A relação entre criar arte e inovar nesse meio, os desejos, sentidos e rituais do artista, as diversas referências textuais e estéticas com as quais se deparam, o medo do palco, entre outros, são temáticas de um mesmo universo retrato no espetáculo por meio de cenas teatrais e performáticas que se ligam por esse elo de inquietações e desejos que todo artista vivencia.
Direção geral e adaptação: Altair de Sousa
Dramaturgia: Gabriela Lima
Texto: Gabriela Lima e Coletivo de Novos Atores da Cia de Teatro Sala 3
Fragmentos Textuais e Citações: Fernanda Torres, Caio Fernando Abreu
Pesquisa e orientação cênica: Raquel Rosa, Camila Freitas, Rodrigo Mota, Gabriela Lima, Hilton Junior, Altair de Sousa
Figurino: Késsia Coutinho
Confecção de figurino: Arimá Ribeiro
Cenário – Instalação: Adriana Rufino
Equipe de criação de cenário, acessórios e instalação: Carlos Catini, Marcia Zenha, Adriana Rufino, Kessia Coutinho, Gilmar Soares, Amadeus
Iluminação: Altair de Sousa
Video Mapping: Paulinho Pessoa
Trilha sonora original: Caju Mateus, Rebeca Vazquez
Ensaístas: Raquel Rosa, Hilton Junior, Gabriela Lima, Renata Weber
Filmagem: Fora da lei
Captação de áudio: Gustavo Vazquez
Edição de vídeo: Andreia Miklos
Produção Geral: Alessandra Almeida, Aline Isabel
Oficineiros: Claudio Dias e Rodrigo Portela.
Fotografia: Girlaydy Costa, Bruno Ponciano, Carlos Catini
Imagens de instalação: João Colagem
Programação visual: Gráfica EM5
Desenho Arte Gráfica: Leonardo Mendes
Realização: Cia de Teatro Sala 3 – dentro do projeto Sala 3 – 15