MAURICE partiu inicialmente de um aprofundamento sobre a obra do escritor inglês Edward Morgan Forster, que foi um romancista, contista, ensaísta e libretista. Ele é mais conhecido por seus romances irônicos e bem desenhados, examinando a classe com suas diferenças e hipocrisia da sociedade britânica no início do século XX. À partir do romance Maurice (1971) que foi publicado postumamente é que surgiu a ideia de transformar em teatro uma história de amor homoafetiva que também, retorna para os assuntos familiares dos primeiros três romances de Forster.
A partir da obra de um dos maiores romancistas da literatura mundial, surge o espetáculo Maurice com a proposta de construção de uma linguagem cênica, que pretende abordar e debater questões vigentes na sociedade há séculos, que parece terem alcançado, na atualidade, seu ápice no que concerne a exposição e embates de posicionamentos conflitantes. O espetáculo aborda questões como sexualidade, repressão, preconceito e a intransigência às diferenças num cenário histórico referente à sociedade inglesa do início do século XX, traçando, entrelinhas, um paralelo com a nossa atualidade.
A dramaturgia é mais que um elemento revelador no conjunto da obra, sendo desenvolvida pelo ator e dramaturgo goiano Andreane Lima, que foi escolhido a dedo pela Cia. de Teatro Sala 3 , para desenvolver o texto com intuito de manter a função e objeto deste espetáculo que é narrar a autodescoberta e aceitação da sexualidade de um jovem aristocrata inglês.
No fim o que se vê é uma obra híbrida, fundindo as linguagens do teatro, da literatura e do cinema, valorizando não mais somente o formato, mas também e principalmente a situação do que não se não se pode mostrar e talvez o que se pode infringir estabelecendo então uma desconstrução da quarta parede, onde a relação de cumplicidade com a plateia é o único canal de verdade que Maurice teria para expor suas inquietudes.
SINOPSE:
“Maurice” é quase um drama autobiográfico inspirado na obra do escritor inglês E. M. Foster, que narra à trajetória de autodescoberta e aceitação da sexualidade de um jovem aristocrata inglês. Maurice Hall, personagem-título e álter ego de Forster, um jovem da alta burguesia rural inglesa que perde o pai ainda na infância e é criado sem uma referência masculina forte. Quando ele então atinge a idade adulta, vai estudar em Cambridge, onde na tradicional cidade universitária, conhece Clive Durham, aristocrata por quem se apaixona e com que vive uma história de amor clandestina e platônica, embora partilhada.
Adaptação do romance de E. M. Forster
Dramaturgia: Andreane Lima
Direção: Altair de Sousa
Assistência de direção: Renata Weber e Gabriela Lima
Preparação Corporal: Jayme Marques
Trilha sonora: Rebeca Vazquez e Gustavo Vazquez
Iluminação: Rodrigo Horse
Cenografia: Daniel Herrero
Maquiagem: Caroline Albuquerque
Adereços: Késsia Coutinho e Carlos Catini
Vídeo Mappin: Paulinho Pessoa
Material Visual: João Colagem
Figurino: Caroline Albuquerque
Programação Visual: Paulinho Pessoa
Produção e Assessoria de imprensa: Cia. de Teatro Sala 3
Fotografia: Layza Vasconselos
Filmagem: Pós-cinema
Direção de produção: Cia. de Teatro Sala 3