A casa de Bernarda Alba

“A casa de Bernarda Alba” foi escrita pelo poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca trinta dias antes de o autor morrer assassinado por forças do governo espanhol, em 19 de agosto de 1936, durante a Guerra Civil, “A Casa de Bernarda Alba” foi à última peça teatral de Federico García Lorca que, em toda sua obra, mas, sobretudo, em sua trilogia rural, da qual esta obra faz parte, denuncia a sociedade degradada pelo peso de ideias e tradições opressoras. O espetáculo parte de uma encenação ousada, lançando um breve olhar sobre uma gama de signos que são desvelados e se desdobram ao longo da trama, num processo criativo que se propõe a sofrer constantes transformações diante de algumas variáveis. E é nesse campo que o espetáculo se apropria do processo de criação dos atores num jogo completamente subjetivo no qual aparecem referências simbólicas que imprimem incógnitas de um mundo ilusório e sugestivo presente na obra de forma sofisticada e visualmente marcante, na busca de uma percepção que expõe a violência, nas suas mais diversas formas, das mais variadas naturezas, em constantes situações. 

A encenação do espetáculo apresenta uma tênue relação entre sofrimento e desilusão, onde se apresenta o cárcere interno e externo, que está relacionado à opressão do meio social em que vivem as personagens, encarceradas pelo ambiente castrador que busca conter seus instintos e desejos latentes.  E é nesse campo que o espetáculo proposto pretende se firmar, em locais de apresentação alternativos, estruturados de modo que não haja divisão entre atores e espectadores, e onde a performance deve se inserir na ação cotidiana do lugar.

Espetáculo – 2018

Gênero: Teatro para as infâncias

Duração: 50 min

SINOPSE:

Bernarda Alba é uma matriarca dominadora que mantém as quatro filhas, sob vigilância implacável, transformando a casa onde vivem em um caldeirão de tensões prestes a explodir a qualquer momento. Quatro filhas adultas com sede. Impedidas de concretizar os seus desejos de matrimónio e maternidade. Mulheres aprisionadas pelo preconceito e pelos padrões morais vigentes, sublimados ao ponto de dogmas. Com a morte de seu segundo marido, a mãe decreta um luto incansável de oito anos. O provável casamento da primogênita desencadeia uma disputa cruel e perigosa com consequências trágicas para a família.

Ficha Técnica

Texto: Federico García Lorca
Tradução e adaptação: Altair de Sousa
Direção: Altair de Sousa

Elenco:

Instrumentista: Marcos Santos

Preparação de elenco e assistente de direção: Bruno Peixoto 

Assistentes de preparação de elenco: Gabriela Lima e Victor Melo

Preparação em canto: Sheila de Paiva

Preparação em dança flamenca: Renata Paolucci

Preparação em Percussão (Cajon): Randal Braz

Direção musical e arranjos: Sergio de Paiva

Iluminação: Rodrigo Assis

Cenografia: Daniel Herrero

Figurino e visagismo: Dieferson Gomes

Adereços e objetos de cena: Adriana Rufino | Marcia Zenha | Késsia Coutinho

Instalação: Daniel Herrero, Kessia Coutinho, Marcia Zenha e Layza Vasconselos.

Programação Visual: Paulinho Pessoa

Produção: Alessandra Almeida | Esley Zambel

Fotografia: Layza Vasconselos

Produção Executiva: Marcelo Carneiro, Other Side e Lola Cultural

Realização: Cia. de Teatro Sala 3